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Ministro Marcos Pereira incentiva abertura do mercado internacional para micro e pequenas empresas brasileiras

Ministro lançou catálogo de empresas brasileiras com potencial exportador. Book faz parte do projeto Chama Empreendedora, da Associação Comercial do Rio de Janeiro

12 de agosto de 2016 - 14:56
Ministro lançou catálogo de empresas brasileiras com potencial exportador. Book faz parte do projeto Chama Empreendedora, da Associação Comercial do Rio de Janeiro

Ministro lançou catálogo de empresas brasileiras com potencial exportador. Book faz parte do projeto Chama Empreendedora, da Associação Comercial do Rio de Janeiro

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, lançou nesta quinta-feira (11/8), na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), catálogo bilíngue com produtos de 215 empresas brasileiras participantes do projeto Chama Empreendedora, com o objetivo de abrir o mercado internacional para micro e pequenas empresas nacionais. O catálogo físico será distribuído em embaixadas e câmaras de comércio de 32 países apontados pelo MDIC como mercados prioritários para as exportações brasileiras. O virtual ficará hospedado no site Vitrine do Exportador. Os produtos ficarão expostos em rodízio em um Showroom instalado na sede da ACRio, no centro da cidade, até 16 de setembro. O prédio, perto da região portuária, é um ícone da arquitetura Art Déco no Rio de Janeiro. Turistas e investidores que forem à exposição dos produtos, poderão observar o maior painel nesse estilo arquitetônico do Rio de Janeiro: “As Riquezas do Brasil”, de 1940, do escultor Albert Freyhoffer. No próximo dia 19 de setembro, no Museu do Amanhã, será lançado o catálogo completo da Chama Empreendedora, com 240 produtos selecionados.

O catálogo lançado na ACRio tem produtos tipicamente brasileiros, como a aguardente Guaíra, feita de mandioca e que está prestes a se tornar patrimônio cultural do Maranhão; o artesanato em capim dourado de Palmas, no Tocantins; pães, massas e doces com produtos da região amazônica como cupuaçu, puxuri e cumaru, mas com receitas originárias de Coimbra, em Portugal, do mestre-padeiro Jorge Carlos Seco Neves, da Arabu Amazônia; abajures artesanais de barro, trazidos pela Alfaluz, direto de São Paulo; presentes corporativos com diferenciais ecológicos e criados a partir da utilização de materiais reciclados, produzidos pela Ecofábrica, do Paraná.

Os produtos expostos no showroom podem ser adquiridos mediante encomenda ou negociados diretamente com os expositores

Os produtos expostos no showroom podem ser adquiridos mediante encomenda ou negociados diretamente com os expositores

Antes de conversar com empresários fluminenses durante almoço na ACRio, o ministro visitou o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Diante de um público formado pelos diretores da entidade, entre eles o ex-ministro da pasta, embaixador José Botafogo, Marcos Pereira afirmou acreditar que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro terá uma queda, esse ano, abaixo de 3,3%, índice menor do que os 3,8% previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com Pereira, “o desconforto dos investidores internacionais vai sumir com a confirmação” do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Já durante o Almoço do Empresário, Marcos Pereira avaliou que “a economia nacional passa por um momento bastante desafiador”. De acordo com ele, o PIB variou 0,3% no primeiro trimestre de 2016 com relação ao último trimestre do ano anterior. “Esta queda foi menor se comparada aos resultados de 2015”.

O comércio, segundo o ministro, que representava 9,5% do PIB em 2003, passou para uma participação de 12,1%, em 2016. Pereira completa que o setor terciário (serviços e comércio) representava “65% do valor adicionado em 2003 e passou para 72,4% em 2016”. Por sua vez, a indústria passou de 27% para 22,7% de participação no valor adicionado entre 2003 e 2016, completou.

Dados do MDIC sobre o saldo da balança comercial brasileira

Ainda de acordo com o ministro, “as expectativas para o futuro começam a melhorar”. Marcos Pereira lembra do Índice de Confiança do Comércio (ICOM), da Fundação Getúlio Vargas, que avançou 2,8 pontos entre maio e junho de 2016, ao passar de 70,9 para 73,7 pontos, o maior nível desde maio de 2015 (75,3). “Após mais de uma década de crescimento expressivo, os resultados do setor ainda não refletiram a melhora das expectativas”.

O ministro do MDIC afirma que o cenário macroeconômico exige uma “agenda positiva”. Para ele, “o crescimento apenas acontecerá se for impulsionado pelo aumento da produtividade e da competividade”. Nesse sentido, Marcos Pereira considera o MDIC como “peça-chave para fortalecer uma atuação governamental coesa e com o objetivo de realizar as reformas necessárias ao desenvolvimento do país”.

Marcos Pereira destacou ainda que os eixos de atuação do Ministério são Comércio e Serviços; Competitividade e Desenvolvimento Industrial; Comércio Exterior; e Inovação e Novos Negócios.

A agenda de competitividade industrial brasileira, de acordo com o ministro, tem propostas de iniciativas em pelo menos quatro áreas de interesse do setor produtivo: produtividade, investimento, redução de custos; e desburocratização. Marcos Pereira afirmou que para ampliar a produtividade, o MDIC vai avançar no Programa Brasil Mais Produtivo.

“Vamos revisitar os processos produtivos de aproximadamente 3 mil empresas em todo o Brasil, buscando reduzir seus custos”.

Comércio-Varejista-numbers

Ainda de acordo com Marcos Pereira, “a redução dos custos industriais é outra agenda ampla e que já está sob avaliação. Inicialmente, entende-se que é necessário coordenar esforços para reduzir o custo da energia elétrica e aumentar a oferta de gás natural para a indústria”.

De acordo com Marcos Pereira, o governo brasileiro tem perseguido um conjunto de ações para a maior inserção do país em mercados internacionais. Entre elas: avanço e conclusão das negociações do Acordo entre Mercosul e União Europeia; agenda bilateral com os Estados Unidos; e aprofundamento da agenda bilateral com países da Bacia do Pacífico – Peru, Chile, Colômbia e México.

“Essa estratégia implica o fortalecimento de relações comerciais com parceiros tradicionais e emergentes. Neste contexto, alguns países e blocos são considerados prioritários, como os Estados Unidos, México, os países sul-americanos da Bacia do Pacífico e a União Europeia”, disse.

O prédio da ACRio, em arquitetura Art Déco, abriga, no hall de entrada, o maior painel do estilo francês na cidade. A visitação é gratuita

O prédio da ACRio, em arquitetura Art Déco, abriga, no hall de entrada, o maior painel do estilo francês na cidade. A visitação é gratuita

Chama Empreendedora

A data marcou o lançamento do catálogo bilíngue com produtos brasileiros, que será distribuído em embaixadas e câmaras de comércio de 32 países apontados pelo MDIC como mercados prioritários para as nossas exportações. No total, 215 empresas de 16 estados brasileiros compõem o catálogo. Elas foram selecionadas por seus potenciais de exportação, após participarem do circuito da Chama Empreendedora.

O projeto, idealizado pela ACRio, visitou 16 capitais brasileiras, no primeiro semestre do ano, para gerar oportunidades aos empresários locais durante o revezamento oficial da Chama Olímpica pelo país. No total, 1154 participantes tiveram acesso ao Plano Nacional da Cultura Exportadora, do MDIC; ao programa Sebrae no Pódio, que transforma micro e pequenas empresas em fornecedores olímpicos e de outros megaeventos internacionais; e ao Exporta Fácil, produto dos Correios que facilita o envio de remessas postais ao exterior.

“O Ministério vai dar todo o apoio para a Chama Empreendedora. Estaremos 100% à disposição no que for preciso para ajudar”, afirmou o ministro Marcos Pereira durante visita ao Showroom no hall de entrada da ACRio.

Além de participarem do catálogo físico e de outro virtual, que será abrigado na Vitrine do Exportador, plataforma digital do ministério com mais de 20 mil empresas cadastradas, as empresas poderão expor seus produtos, em revezamento, durante feiras que ocorrem até 16 de setembro, na ACRio e no Museu do Amanhã, zona portuária da cidade. A inauguração do Showroom ocorreu no dia 25 de julho e contou com as participações de diversos agentes mobilizadores da Chama Empreendedora, entre eles, o presidente da ACRio, Paulo Protasio; o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho; e o gerente de Acesso à Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Alexandre Comin.

Rio Media Center

O Almoço do Empresário com o ministro do MDIC, Marcos Pereira, fez parte da agenda oficial de press tours do Rio Media Center (RMC). Mais de vinte jornalistas de diferentes nacionalidades acompanharam a palestra do ministro. A coordenadora de Parcerias do Rio Media Center, Fernanda da Silva, também esteve presente.

A ACRio não só participou da construção do prédio que hoje abriga o RMC, como contribui com a proposição de pautas que revelem o lado empreendedor e de um Rio de Janeiro que funciona e é cidade olímpica.

“Sabemos que a imprensa é uma das bases de um país democrático e colaborar com o seu exercício livre é também papel da ACRio em seus 207 anos”, destacou a gerente do Departamento de Comunicação e Marketing da Casa, Valéria Aguiar.

Ela destacou ainda a honra em receber o presidente da centenária Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Domingos Meirelles, “cuja história, assim como da ACRio, remete à luta pela construção de um país democrático e próspero”.

Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio) – Mais antiga entidade de representação civil do país, considerada o melhor lugar do Rio de Janeiro para fazer negócios. Indo além das relações comerciais, consolida-se como berço de iniciativas, que colaborem para a efetivação da democracia, da cidadania e do desenvolvimento socioeconômico do país. A ACRio foi palco da criação de entidades importantes, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), o Rio Conventions & Visitors Bureau e o Disque-Denúncia. Atua como interlocutora entre os empresários fluminenses e os governos federal, estadual e municipal, identificando as melhores oportunidades de negócios e focando sempre na promoção do Rio de Janeiro.

ACRio é Órgão Técnico e Consultivo do Governo Federal, presta grande serviço também ao país no estudo, debate e apresentação de soluções para os problemas que se relacionam à economia nacional, de acordo com o Decreto Federal n.º 6348 de 26/09/1940, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. É também reconhecida como Entidade de Utilidade Pública Estadual (Lei nº 4.361 de 24/06/2004) e Municipal (Lei nº 5.242 de 17/01/2011) do Rio de Janeiro.

Fonte: ACRio

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