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Mercado vê recessão de quase 3% e inflação abaixo da meta para 2020

As previsões vêm em um contexto de incertezas econômicas por conta da crise global causada pela pandemia da Covid-19

20 de abril de 2020 - 10:09

Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Os analistas do mercado financeiro reduziram, pela décima semana seguida, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e também para a inflação, que poderá ficar abaixo do piso da meta, de 2,5%. Os dados são do relatório semanal Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central.

Para o PIB de 2020, a previsão é de uma queda de 2,96%, quase 3%. Há quatro semanas, a estimativa ainda era de alta de 1,48%. A previsão do mercado para a contração econômica ainda segue abaixo das projeções do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, de 5% e 5,3%, respectivamente. A maior queda já registrada na história do índice brasileiro foi de 4,35%, em 1990.

As revisões vêm em um contexto de incertezas econômicas por conta da crise global causada pela pandemia da Covid-19. O presidente do Banco Mundial já comentou que após a doença, a contração da economia mundial em 2020 será pior que a observada a grande recessão, em 1929.

Por outro lado, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central ainda trabalham com uma previsão oficial de estagnação na economia doméstica, com “crescimento” 0%. No entanto, a equipe econômica já trouxe simulações para outros indicadores macroeconômicos levando em conta uma contração de até 5%.

Inflação e Selic

O documento também traz a sexta redução consecutiva do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil. A atual expectativa do mercado é de que a inflação do país seja de 2,23%.

O número é menor que o piso da meta de inflação, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 2,5%. O principal mecanismo utilizado pelo Banco Central para perseguir o centro da meta de inflação, que é de 4% neste ano, é a taxa básica de juros, a Selic.

A Selic também teve sua projeção reduzida, de 3,25% para 3%. Atualmente, a taxa está na mínima histórica de 3,75% ao ano. Com o movimento de redução do juros, o Banco Central busca estimular o consumo e fazer a economia girar.

Fonte: CNN Brasil

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