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Mercado já prevê alta de até 5,5% do PIB em 2021 após resultado positivo no 1º trimestre

Analistas estimam expansão entre 3,3% e 5,5% este ano. O cenário para o segundo trimestre também ficou mais otimista

02 de junho de 2021 - 10:15

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A surpresa positiva no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, com alta de 1,20%, elevou as expectativas do mercado para o desempenho da economia no ano de 2021. A mediana da pesquisa Projeções Broadcast saltou para 5,00%, com apostas que consideram um carrego estatístico na casa de 4,90%. A terceira onda da pandemia e um possível racionamento de energia, porém, são citados por analistas como principais riscos para a atividade.

As 22 estimativas para o PIB de 2021 vão de 3,30% a 5,50%, e foram enviadas após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar o resultado do primeiro trimestre. O cenário para o segundo trimestre também ficou mais otimista, com mediana de volta ao terreno positivo (0,05%), a partir de intervalo de recuo de 1,60% a crescimento de 1,10%. No último levantamento, a mediana apontava para queda de 0,20%. Para o ano de 2022, as projeções, todas de avanço, vão de 1,70% a 3,00% (mediana 2,00%).

O maior otimismo com o PIB de 2021 ficou evidente com a série de revisões anunciadas logo após o dado do primeiro trimestre, que superou a mediana de 0,70% do levantamento do serviço especializado do Estadão/Broadcast. Goldman Sachs, Bank of America (BofA), Citi Brasil, Credit Suisse, BNP Paribas e Bradesco são alguns exemplos.

Para o segundo trimestre, depois do PIB mais forte entre janeiro e março, o Itaú Unibanco revisou a projeção de alta de 0,60% para 0,20%, considerando uma certa devolução da agropecuária após um salto de 5,70%. “O número no ano contra ano aumentou de 12,50% para 12,90%, mas houve esse ajuste na margem pela base mais alta do primeiro trimestre”.

Por outro lado, o economista Luka Barbosa destaca que é esperado um bom desempenho dos serviços na margem entre abril e junho. Segundo o indicador diário de atividade do banco, o setor vem se recuperando rapidamente após o fechamento dos estabelecimentos, com o consumo crescendo entre abril e maio. “Esse é o principal motivo para a nossa visão do segundo trimestre”.

“A grosso modo, o PIB está de volta ao nível pré-crise (-0,03% aquém do quarto trimestre de 2019), embora alguns setores ainda estejam bem abaixo deste patamar, como outros serviços, que inclui serviços prestados às famílias e administração pública, que representam quase 30% do PIB e estão sendo muito afetados pela pandemia. Isso que nos dá confiança de que a economia vai continuar se expandindo na margem”.

O economista Daniel Xavier, do Banco ABC Brasil, acredita que o nível do PIB ultrapassará o pré-pandemia na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano. A projeção é de estabilidade para o período de maio a junho, com avanço de cerca de 0,50% em cada um dos trimestres seguintes, e crescimento de 5,20% em 2021. Xavier destaca o efeito reduzido da segunda onda e o processo de aprendizado da economia frente à pandemia.

“O setor agrícola continuou super forte neste primeiro trimestre, e indústria e serviços estão aprendendo a se readequar. Olhando para segundo trimestre, os indicadores antecedentes também são favoráveis, com alta na confiança de quase tudo. E a mobilidade também não sentiu os lockdowns regionais de forma expressiva”, analisa.

Para o ano, Barbosa, do Itaú, vê viés de alta em sua projeção de 5,00%, devido à herança estatística de 4,90% deixada pelo primeiro trimestre. Como principal risco, cita a pandemia, mas considera, no cenário básico, impacto limitado sobre a atividade econômica. A expectativa é de que toda a população acima de 18 anos esteja vacinada com a primeira dose em novembro.

Em 2022, o banco mantém a estimativa de crescimento de 1,80%. A herança deixada por 2021 seria de 1,00%. Segundo o economista, os motores de crescimento este ano, redução da poupança extraordinária das famílias acumulada em 2020, estímulo monetário e forte crescimento do mundo, com aumento de commodities, não estarão presentes na mesma proporção no ano que vem. No ABC Brasil, Xavier manteve projeção de 3,00% para o próximo ano.

Fonte: Estadão

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