O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação e aumentou a expectativa de crescimento da economia para este ano, de acordo com o boletim Focus, divulgado hoje (19) pelo Banco Central, em Brasília.

A expectativa do mercado é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – fique em 3,81% em 2018, uma redução em relação aos 3,84% projetados na semana passada.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deste ano aumentou, passando de 2,70% da semana passada para 2,80%.

A expectativa do mercado para o crescimento da economia segue, no entanto, menor que a estimativa do governo, que estima um PIB de 3% para 2018.

Para 2019, no entanto, as projeções foram mantidas em relação à última publicação. Para o mercado, a expectativa é que o PIB do ano que vem seja de 3%. A expectativa para a inflação foi mantida em 4,25%.

O Boletim Focus é lançado no início da semana com a média das expectativas de bancos, instituições financeiras, consultorias e empresas sobre os principais indicadores relacionados à economia brasileira, como os diversos índices de inflação, o Produto Interno Bruto, a taxa de câmbio e a taxa de juros básica da economia, a Selic.

Fonte: Agência Brasil

Hocsman (e), Adeli, Pereira, Mônica e Ruga (d) na sessão desta quinta-feira. Foto: Leonardo Contursi/CMPA

A Câmara Municipal da capital prestou, no Plenário Otávio Rocha do Palácio Aloísio Filho, na tarde desta quinta-feira (15/02), em sessão presidida pela vereadora e vice-presidente Mônica Leal (PP), homenagem aos 160 anos da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA). Proposta pelo vereador Adeli Sell (PT), a solenidade teve como objetivo dar reconhecimento e valorização aos trabalhos prestados à cidade por esta entidade ao longo de sua história. Estiveram presentes como convidados o presidente da ACPA, Paulo Afonso Pereira; o vice-presidente e o presidente do Conselho Superior, respectivamente Zélio Hocsman e Humberto Ruga; e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Leandro de Lemos.

“Para entender o presente, e para construir um futuro, é preciso estudar o passado como ele foi. Faz-se imperioso estudar como foi a formação do nosso comércio, indústria e serviços”, disse Adeli ao lembrar e contextualizar a história e a importância da Associação Comercial de Porto Alegre. O vereador recordou a relação existente entre esta associação e o Teatro São Pedro, que muito contribuíram para o desenvolvimento da cidade: “Devemos nosso respeito à trajetória de Eva Sopher. Assim como o teatro, a associação merece e será devidamente honrada.”

Outro aspecto abordado por Adeli foi o engajamento da Associação para a renovação e para o desenvolvimento da cidade, destacando-se casos como o de enchentes, incêndios, sinalização do Guaíba, incentivo às ferrovias, combate ao contrabando e à leniência de governos. “Não é uma mera entidade associativa”, destacou o vereador. “Lembrar da Associação Comercial era uma obrigação primordial para mim, pois foi essencial para o progresso municipal. Sempre foi uma instituição atuante”, afirmou. Adeli ainda sugeriu ações a serem empreendidas pela entidade : “Precisamos do nosso Centro Histórico revitalizado. O centro pede domingos com vida e lojas abertas, com ações em espaços públicos. Precisamos continuar com novos marcos de ousadia, com avanços e com modernidade para que daqui a 160 anos a Associação seja lembrada como neste momento. A cidade precisa da Associação Comercial para ser moderna e inclusiva às pessoas”, concluiu o parlamentar.

Agradecimentos

Adeli destacou na tribuna o histórico da entidade. Foto: Luiza Dorneles/CMPA

O presidente da Associação Comercial de Porto Alegre, Paulo Afonso Pereira, agradeceu aos vereadores pela homenagem recebida na Câmara. Destacou que, após muitos anos, a associação está retomando seu protagonismo. Lembrou que a ACPA foi a quinta associação criada no país, quando surgiu como praça do comércio para regular os valores dos metais comercializados (ouro e prata), além de combater o comércio ilegal. Disse que é o primeiro presidente exclusivamente eleito para a presidência da entidade desde Alberto Bins.”E isso coloca sobre meus ombros uma imensa responsabilidade.”

Pereira ressaltou que os princípios hoje defendidos pela associação são exatamente os mesmos de quando ela foi fundada: defesa da livre iniciativa, do empreendedorismo, da iniciativa privada e do desenvolvimento equânime da sociedade. “Não queremos fazer críticas mas mostrar caminhos para solução dos problemas. Queremos construir pontes para resolver os problemas.”

 

Fonte: Câmara Municipal de Porto Alegre

O Refis para micro e pequenas empresas volta à pauta da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) na próxima semana. O presidente da entidade, George Pinheiro, estará em Brasília para discutir, com deputados e senadores, a importância da medida para a sobrevivência destas empresas.

Na Câmara dos Deputados, ao lado de outros líderes do setor de comércio e serviços, Pinheiro participará de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa. No Senado, o grupo fará uma mobilização pela derrubada do veto ao Refis da MPE.

5º Fórum Nacional CACB Mil

O presidente da CACB deve se reunir, ainda, com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, para pedir apoio à realização do 5º Fórum Nacional CACB Mil, que acontecerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, nos dias 20 e 21 de junho.

Desde a sua 1ª edição, o Fórum Nacional CACB Mil é o evento associativista de maior relevância e amplitude do País. Neste ano, os cerca de mil participantes irão compartilhar ideias, sugerir caminhos e definir prioridades para uma estratégia de fortalecimento da economia.

O setor de supermercados em São Paulo fechou o ano de 2017 com o maior número de empregos formais já observado. Segundo levantamento divulgado hoje (15) pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, o setor contratou 530.233 colaboradores no período. Só em 2017, foram criadas 8.592 vagas, número duas vezes superior aos 3.992 empregos que foram criados no ano anterior.

Foto: Arquivo/EBC

Para Thiago Berka, economista da Apas, o número deve ser comemorado, embora ainda esteja abaixo da média de 2010 a 2014. “Os números passam confiança ao setor para seguir investindo e gerar cada vez mais empregos. A média de 2010 até 2014 foi de 18.915 postos líquidos positivos de trabalho, isso demonstra que há uma grande lacuna de avanço e crescimento para o setor buscar novos profissionais”, disse.

Quem mais contratou no período foram supermercados e hipermercados, com 5.289 empregos formais, o que corresponde a 62% do total dos empregos criados no ano passado. Nos minimercados e mercearias, no entanto, a situação não foi tão positiva, uma vez que fecharam o ano com a contratação de apenas 292 pessoas, no pior resultado desde 2010.

“O primeiro ponto foi a maior deflação histórica dos alimentos, que acelerou no segundo semestre e chegou ao menor valor da história do Plano Real, que, para o pequeno varejista, pressiona suas margens já apertadas. Outro ponto foi a intensificação das promoções de final de ano pelas médias e grandes redes, que tornou a competição ainda mais acirrada. E a possível antecipação da demissão dos funcionários temporários, de janeiro para dezembro, em virtude do desempenho abaixo do esperado para o Natal”, disse.

Os atacados e atacarejos encerraram 2017 com a criação de 2.292 vagas, resultado parecido a 2016, mas abaixo da média histórica. Já o comércio hortifrutigranjeiro criou 713 vagas, melhor desempenho desde 2013.

Previsão

A expectativa da Apas é que o setor encerre este ano com 12 mil empregos novos empregos, ou seja, número 25% maior do que no ano passado. “Com a queda da inflação, da taxa básica de juros e a consequente retomada da economia esperado para 2018, o setor supermercadista dá sinais de que pode recuperar suas vendas em faturamento e volume. Isso resulta diretamente no crescimento do emprego, já que a demanda tende a ser maior”, disse o economista.

Fonte: Agência Brasil