Foto: Divulgação BRDE

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinaram hoje (20) convênio para facilitar o acesso a crédito para micro e pequenas empresas da Região Sul. Pela parceria, o BRDE vai conceder R$ 92,1 milhões em financiamentos com o aval do Sebrae, que vai disponibilizar garantias de crédito para pequenos negócios do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O objetivo é atender a 307 empresas, com R$ 73,7 milhões em aval e R$ 92 milhões em financiamentos.

A garantia do Sebrae será feita por meio do Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que reservou R$ 6,14 milhões para o convênio. O fundo vai garantir até 80% do financiamento, a depender do porte da empresa e da modalidade de crédito, que podem ser linhas para investimento fixo, capital de giro, desenvolvimento tecnológico e inovação e exportação na fase pré-embarque.

De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, pesquisas da entidade mostram que mais de 80% dos pequenos negócios não têm acesso a crédito e a principal dificuldade para obter financiamentos é justamente a falta de garantia para negociar com os bancos. “Por isso, parcerias como esta são tão importantes, porque levam o aval e abrem as portas da instituição financeira para os empresários que mais geram emprego no país continuarem fortalecendo a economia”, disse.

A partir do convênio, pequenos empresários do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina que tenham interesse em acessar crédito podem buscar orientação no site do BRDE e nos pontos de atendimento da instituição.

Fonte: Agência Brasil

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 0,2% em janeiro na comparação mensal com dados dessazonalizados, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC. Na avaliação acumulada em 12 meses (fevereiro de 2017 até janeiro de 2018 frente ao mesmo período do ano anterior), foi observado crescimento de 2,6%. Já na avaliação contra janeiro do ano anterior, houve aumento de 9,7%.

Após dois anos de retração, o indicador do comércio já apresenta sinais robustos desde o final de 2017. Com uma mudança de cenário, que inclui redução de juros, expansão do crédito, melhoria dos níveis de renda, diminuição do desemprego entre outras variáveis, espera-se que esta tendência se mantenha crescente pelos próximos meses, consolidando a recuperação do setor.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou crescimento de 1,4% em janeiro, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de 3,7%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” cresceu 1,1% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve avanço de 1,9%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” aumentou 0,4% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada permaneceu subiu 2,3%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” cresceu 0,5% em janeiro considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses ainda apresenta queda de 2,3%.

Abaixo a tabela contemplando os valores mencionados.

Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista SCPC, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em:
http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

Fonte: Boa Vista SCPC

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), recebeu esta tarde lideranças do setor de comércio e serviços em seu Gabinete para garantir que colocará em pauta no início de março a derrubada do veto ao Refis da micro e pequena empresa.

De acordo com Eunício, nos últimos dez anos o Congresso Nacional aprovou mais de 17 Refis, para diversos setores, “mas quando chegou a vez do micro e pequeno empresário, a matéria foi vetada completamente. Isso não é justo”.

Segundo o senador, em acordo com o presidente Michel Temer, que pediu um tempo para avaliar a situação econômica, a derrubada do veto ao projeto entrará na pauta no início do mês de março.

O presidente da CACB, George Pinheiro, e o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado do Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves, estiveram no encontro. Além deles, também participaram Paulo Solmucci (Abrasel), Emerson Destro, (Abad) e José César da Costa (CNDL), presidentes de entidades que compõem a União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).

O Refis para a micro e pequena empresa voltou a ser assunto na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (20). Líderes empresários, prefeitos e parlamentares participaram de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa (FPME) para discutir estratégias para pressionar o Congresso Nacional a derrubar o veto do presidente Michel Temer ao programa.

Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, destacou a importância do programa para a sobrevivência de boa parte dos pequenos negócios brasileiros, que estão à beira da falência em função das dívidas tributárias acumuladas no período da crise. “Quando se faz um refinanciamento, é para o dinheiro entrar, não para ele sair”, destacou.

O presidente da Abrasel e da União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), Paulo Solmucci, afirmou ser importante e auspicioso ver essa movimentação a favor do Refis, pois a vida do micro e pequeno empresário que está na ponta tem sido muito difícil. Para ele, o refinanciamento das dívidas nada mais é que uma retribuição do governo a toda destruição que a economia sofreu nos últimos anos. “Não há melhor investimento nesse momento do que contribuir para o crescimento sustentável das MPE”, finalizou.

Clóves Lopes Cedraz (Faceb), João Porto Guimarães (FACC), George Pinheiro, Itamar Manso (Facern) e Jonas Alves (Facmat).

“A situação das MPE é preocupante. Precisamos dar subsídio para que elas se recuperem e continuem gerando emprego no Brasil. Vamos pressionar o governo para que o assunto entre na pauta do Congresso ainda esta semana”, afirmou o presidente da CACB, George Pinheiro.

No Senado

Após o café da manhã, uma parte do grupo foi ao Gabinete do senador Romero Jucá (MDB-RR) pedir apoio. De acordo com deputado Jorginho Mello (PR-SC), presidente da FPME, Jucá, que é o líder do governo no Senado, declarou parceria e apoio à derrubada do veto.

Nabil Sahyoun (Alshop), Paulo Solmucci (Abrasel/Unecs), Romero Jucá, George Pinheiro e Jonas Alves (Facmat)

Ainda esta tarde, o grupo vai ao Gabinete do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB-CE), para pedir que o assunto entre na pauta de votações ainda esta semana.

Além de George Pinheiro, estiveram no encontro os presidentes da Federação das Associações Comerciais do Estado do Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves; da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte (Facern), Itamar Manso; da Federação das Associações Comerciais do Ceará (FACC), João Porto Guimarães; e da Federação Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (Faceb), Clóves Lopes Cedraz.

Pela Unecs, também participaram o presidente da CNDL, José César da Costa; da Abad, Emerson Destro; e da Alshop, Nabil Sahyoun.