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Qual a relação entre universidade e sustentabilidade na era dos ODS?

As instituições de ensino estão no centro no debate sobre sustentabilidade e produção de conhecimento e tecnologias para a preservação do meio ambiente

10 de agosto de 2021 - 16:37

Desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, até o pacto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, as pautas socioambientais estão na agenda dos maiores países do mundo.

Com o empenho global em criar sociedades sustentáveis, é preciso pensar o papel das instituições de ensino nesse movimento. Quando o tema é meio ambiente, as universidades, como espaços de formação dos novos profissionais, estão no centro no debate sobre a sustentabilidade e a produção de conhecimento e tecnologias para a preservação do meio ambiente.

 

Universidade de Brasília

De acordo com o Relatório de Sustentabilidade da FUP (Faculdade de Planaltina) da Universidade de Brasília (UnB), essa condição de destaque fez com que as universidades fossem cada vez mais cobradas para serem exemplos de sustentabilidade para a sociedade: “A partir daí, diversos acordos de cooperação e protocolos de intenções têm fortalecido o compromisso das universidades com a sustentabilidade, de tal forma que na atualidade é esperado que cada instituição tenha incluído o tema em suas políticas e rotinas”, define o texto.

A UnB tem iniciativas como o Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), uma unidade permanente de ensino, pesquisa e extensão cuja missão é promover a ética da sustentabilidade, fortalecer, apoiar e ampliar a produção docente e discente do conhecimento e a sua disseminação, com ênfase na interdisciplinaridade, e criar espaços para a inovação.

Uma das ações do CDS foi a criação de um programa de Pós-Graduação focado em Desenvolvimento Sustentável, em 2013. Na inauguração do projeto, o então Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, professor Dr. Carlos Klink, destacou a natureza da relação entre sociedade e universidade: “No meio político, estamos no modo prático, enfrentando desafios para implantar e fazer valer nossa política, assim como trazer os atores para dentro dela. É importante que tenhamos proximidade com a sociedade acadêmica porque ela propõe maneiras novas de enxergar e entender as questões. Outro ponto importante para a política nacional e o Ministério do Meio Ambiente é trazer esse trabalho analítico que a Academia brasileira possui, que nos ajuda a fundamentar, a consolidar a política nacional”.

O Núcleo da Sustentabilidade é outra iniciativa que surgiu dentro da UnB. Vinculado ao Decanato de Extensão da Universidade (DEX), o NS promove ações de educação, gestão ambiental e promoção da sustentabilidade, como a Semana do Meio Ambiente e o Guia da Coleta Seletiva, com o objetivo de informar a comunidade universitária sobre a coleta seletiva nos campi da UnB.

Em 2017, as ações de sustentabilidade da Universidade foram centralizadas com a criação da Secretaria de Meio Ambiente (Sema/UnB). O Plano de Logística Sustentável, implantado entre 2017 e 2019, foi bem-sucedido: 30 das 41 metas foram cumpridas. Entre elas, 14 superaram o desempenho esperado.

O secretário de Meio Ambiente da UnB, Pedro Zuchi, defende: “Tivemos um avanço muito grande, com o alcance de metas que dependiam fortemente da gestão. Agora, é preciso trabalhar em um processo amplo de conscientização da comunidade, ativando a participação de professores, estudantes, técnicos e terceirizados”. O Plano incluía propostas de redução do uso de resmas de papel e copos descartáveis, readequação de mecanismos de higienização, como uso de mangueiras, reparos na rede hidráulica dos campi para a redução do consumo de água, adoção da compostagem de 100% do material orgânico decorrente da poda de árvores etc.

A reitora da UnB, Márcia Abrahão, prevê: “para os próximos anos, pretendemos seguir investindo em obras que melhorem a eficiência energética da instituição e perseguindo melhores indicadores de sustentabilidade. Queremos ver, cada vez mais, a comunidade acadêmica envolvida em projetos nessa área, pois já comprovamos que a mobilização e a articulação entre diferentes setores produzem ótimos resultados”.

 

AL-Invest Verde

Após executar o AL-Invest 5.0 no Brasil, a CACB participa da nova chamada de projetos da União Europeia: o AL-Invest Verde. Com a iniciativa, a Comissão Europeia aposta no crescimento sustentável e na criação de empregos, apoiando as micro e pequenas empresas latino-americanas na transição para uma economia circular, eficiente em termos de recursos e com baixa emissão de carbono.

A nova edição do AL-Invest, bem como as ações desenvolvidas no âmbito do Sistema CACB, vão ao encontro da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos 193 países, incluindo o Brasil, que se comprometeram com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para dar destaque aos esforços de diversas instituições na promoção da Agenda 2030, que compreende 169 metas a serem atingidas até 2030, o programa Empreender lança uma série de reportagens para mapear as ações desenvolvidas no Brasil no rumo da economia “verde”. O conteúdo é direcionado para identificar exemplos sustentáveis brasileiros nos âmbitos local e nacional, na iniciativa pública e privada, que se relacionem às diretrizes do AL-Invest Verde e aos ODS da ONU.

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Assessoria de Comunicação do Empreender/AL-Invest 5.0

  • Katiuscia Sotomayor
    katiuscia.sotomayor@cacb.org.br

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    joana.albuquerque@cacb.org.br

  • Bernardo Fonseca
    bernardo.fonseca@cacb.org.br
O Empreender é um programa da CACB, em parceria com o SEBRAE, que visa o fortalecimento da micro e pequena empresa ao reunir empresários de um mesmo município nos chamados núcleos setoriais. Neles, os empresários discutem seus problemas e buscam soluções conjuntas com apoio de um profissional vinculado à entidade empresarial.