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Primeiro leilão de resíduos rende R$ 550 mil a empresas que reciclam

O leilão aconteceu na sede da Associação Comercial de São Paulo e contou com a presença do ministro do Meio Ambiente

13 de maio de 2022 às 09:01

Foto por: Alan Silva

O primeiro leilão exclusivo de resíduos sólidos aconteceu nesta quinta-feira (12/05), na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foram leiloados crédito gerados por 7,2 mil toneladas de materiais recicláveis, que renderam R$ 550 mil.

A lógica é a mesma dos créditos de carbono, mas em vez de serem negociados com países que não bateram suas metas de redução de emissão, esses créditos negociados no leilão podem ser comercializados junto a empresas que precisam comprovar o atendimento às metas de logística reversa.

Presente ao leilão, o ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite disse que a proposta dos créditos de reciclagem é estimular as boas práticas ambientais, seguindo pelo caminho oposto ao da lei de logística reversa, que em vez de incentivo, prevê punição a quem não respeita o meio ambiente.

A ideia, segundo o ministro do Meio Ambiente, é transformar resíduos em ativo ambiental. “É uma solução climática que vai reverter em renda para o empreendedor”, disse Leite.

Existe toda uma cadeia de atores nesse processo. A ideia é que cooperativas de catadores, prefeituras, consórcios, iniciativa privada e microempreendedores individuais (MEI) solicitem o chamado certificado de crédito de reciclagem a partir da emissão de notas fiscais pela venda dos materiais recicláveis.

Esse certificado de crédito é a garantia de que embalagens ou produtos sujeitos à logística reversa foram, de fato, restituídos ao ciclo produtivo. Os créditos são posteriormente negociados com empresas maiores, como ocorreu no leilão que aconteceu na ACSP.

Ou seja, a iniciativa privada contribui para o sistema de reciclagem ampliar sua estrutura de recolhimento e transformação de resíduos. “Quem polui tem de tratar, oferecendo recursos extras que ajudem a trazer de volta benefícios ambientais para o planeta”, disse o ministro.

Ele citou com exemplo uma empresa que não possui logística reversa, mas que ao comprar crédito, injeta dinheiro para o catador resgatar esse resíduo – e gera valor para a cadeia ambiental. “A ideia é criar uma economia de reciclagem em que todos ganham um pouco”.

Fonte: Diário do Comércio- SP

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