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PR: Tendência é loja física virar centro de distribuição, diz professora em palestra na Acic

Ocorreu, na noite de quinta-feira, uma reunião empresarial da Acic

23 de agosto de 2019 - 15:33

O comércio é um dos setores que sentem com mais força os benefícios e as transformações da era da inovação. Diante do que tem ocorrido nos últimos anos e com a forte influência das novas tecnologias, especialistas já conseguem pontuar tendências que consideram irreversíveis para os próximos anos. Uma delas será a loja física virar centro de distribuição, disse na noite de quinta-feira durante reunião empresarial da Acic, realizada em parceria com o Sebrae, a professora e mestre em Tecnologia Omnichannel Fabíola Paes.

A mudança de loja física para centro de distribuição já ocorre e o processo é avançado em algumas empresas, principalmente onde as tecnologias têm disseminação mais rápida e eficiente. E há sintomas claros dessa nova realidade também no Brasil. Aqui ainda é preciso melhorar e acertar a entrega final, fazendo com que o produto comprado pelos dispositivos eletrônicos chegue o mais rapidamente possível ao endereço indicado pelo consumidor. “Quem entender como fazer isso e der a melhor resposta vai ganhar muito dinheiro”, afirma Fabíola.

A professora é CEO da Neomode, empresa de tecnologia que, entre outros clientes, já atuou com Loreal, O Boticário e Lojas MM. Fabíola deu destaque à urgência de as empresas, independentemente do porte, estar presentes em todos os canais de comunicação e compartilhamentos nos quais os compradores estão. Segundo ela, 79% do varejo brasileiro ainda não têm integradas as lojas virtual e física. Elas não se comunicam e para se manter em um mercado altamente competitivo esse diálogo é imprescindível. “Nossa missão é ajudar a digitalizar as empresas para que elas sejam multicanais e onipresentes”.

Mais determinante que conectar a empresa às inovações é entender o novo consumidor. Fabíola criou um personagem para explicar esse novo perfil. Ele é altamente conectado a dispositivos móveis, bem informado, exigente, pesquisa muito e dá enorme valor às interações on-line com as empresas. O celular passou a ser uma ferramenta de apoio dentro da própria loja, permitindo acesso a outras informações sobre o mesmo produto e em outros locais de venda, auxilia de forma decisiva no fechamento ou não do negócio. Pesquisas indicam que 80% dos ingleses que já compram pela internet preferem fazer a retirada do produto na loja física.

Startups

Grandes empresas brasileiras estão comprando startups de tecnologia e criam seus próprios labs, que têm por missão pensar a inovação de fora para dentro e então encontrar meios de ajustes e oportunidades. O labs da Magazine Luiza, exemplificou Fabíola, começou com apenas quatro e hoje conta com mais de 430 colaboradores. E se tornou o departamento mais importante da empresa. Varejistas também criam programas de aceleração e se aliam a startups.

O mercado e as agências especialistas acompanham o movimento da tecnologia e seus impactos no mercado por meio de radares. São instrumentos de leitura e interpretação que permitem perceber tendências. E estão muito em alta no mundo as tecnologias omnichannel e realidades virtual e aumentada. No Brasil, além dessas, destaque para logística, e-commerce e pagamentos. Em 2017, o País tinha 117 empresas de tecnologia, em 2018 eram 193 e atualmente são 269. O Paraná tem 56 retailtechs – empresas do comércio com forte viés inovador.

Fonte: Acic Cascavel

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