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Empresas brasileiras avaliam seu impacto ambiental com base nos ODS

Pesquisas apontam que os micro e pequenos negócios são os grandes protagonistas na adoção de ações sustentáveis

16 de agosto de 2021 - 14:13

As empresas estão cada vez mais atentas em relação ao seu impacto ambiental. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são bons indicadores para os negócios que desejam planejar iniciativas sustentáveis para a eficiência energética, o gerenciamento correto de resíduos e o apoio à comunidade local, por exemplo.

Uma pesquisa do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS) aponta que os micro e pequenos negócios são os grandes protagonistas na adoção de ações sustentáveis. Além de considerar os ODS, a pesquisa levou em conta como os empresários enxergam a transição da economia global para a “nova economia”, que se baseia no equilíbrio entre os resultados econômicos, sociais e ambientais. Um destaque da pesquisa, que envolveu 1.887 empresários, é que 91% das empresas consideram que novas oportunidades e modelos de negócio estão surgindo da sustentabilidade.

Ao todo, 93% dos micro e pequenos negócios entrevistados afirmam estar comprometidos com a sustentabilidade. No âmbito do desenvolvimento social, 85% apoiam sua comunidade por meio da contratação de mão de obra local (93%), da preferência aos fornecedores locais (80%), do incentivo interno de atitudes voluntárias em projetos filantrópicos e sociais (54%), do apoio a atividades culturais e educacionais na comunidade (52%) e do investimento na preservação de praças e espaços públicos (25%).

Para o gerenciamento de resíduos sólidos, 81% dos negócios adotam alguma iniciativa para separação e destinação correta dos resíduos, e 87% separam resíduos não recicláveis (úmidos) dos recicláveis (secos) para encaminhar à reciclagem. Apareceram em destaque ações como o encaminhamento de alguns tipos de resíduos para grupos de artesãos (56%), separação de resíduos perigosos, como lâmpadas e pilhas (71%), e compostagem dos resíduos orgânicos (23%).

Quanto ao uso eficiente da água e energia, 60% declararam ter alguma prática para evitar desperdícios de água e 88% das empresas implementaram alguma ação para reduzir o consumo de energia elétrica.

Entre as principais motivações dos pequenos negócios para a adoção de medidas socioambientais, estão a preservação ambiental (67%); redução de custos (20%). Em menor número, aparecem como motivo o marketing e propaganda (3%) e o cumprimento da legislação (2%).

Os resultados indicam que o processo de transformação sustentável já começou dentro de 63% das micro e pequenas empresas. Isso significa que os negócios já se encontram em fase de engajamento e ação, que ocorreu graças ao trabalho de sensibilização e conscientização sobre sustentabilidade promovido nas últimas décadas no âmbito de iniciativas como a Agenda 2030 da ONU.

 

Grandes empresas

O consumo consciente tem crescido por parte dos consumidores, e as grandes empresas seguem a tendência de pensar seu impacto no meio ambiente. De acordo com uma pesquisa da Tetra Pak, o número de consumidores que optam conscientemente por evitar marcas ou itens específicos, devido a preocupações ambientais, cresceu 26% em seis anos. Na lista de empresas mais sustentáveis do Brasil, estão a Natura Cosméticos, Unilever, Nestlé e Samsung.

A Braskem, empresa de soluções sustentáveis para a química e o plástico, é um exemplo de empresa comprometida com a Agenda 2030. A aspirante a líder mundial da química sustentável, e pioneira na fabricação de “plástico verde” a partir da cana-de-açúcar, segue um conjunto de metas pautadas na Ecoeficiência Operacional, Responsabilidade Social e Direitos Humanos e Inovação Sustentável. Entre os principais objetivos está a redução em 15% das emissões de CO2 na operação até 2030.

O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, afirma que toda sociedade, desde o setor produtivo até os consumidores, são atores na disseminação de conceitos como a economia circular e o reaproveitamento de recursos: “A Braskem vai cada vez mais buscar soluções para o mercado que não tratem os resíduos da indústria como material de descarte, mas como parte importante no processo produtivo que utiliza matéria-prima reciclada. É a missão de todos nós para conseguirmos um planeta melhor”.

 

Outras iniciativas

Com o avanço da pauta de sustentabilidade, algumas empresas buscam a ajuda de institutos e Organizações Não Governamentais (ONGs). O Instituto Lixo Zero Brasil (ILZB) é uma organização que aplica ferramentas de impacto social, ambiental e econômico por meio da metodologia Lixo Zero. O instituto, que foi fundado em 2010, possui ações direcionadas para a preocupação com a geração de lixo, a separação de resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos, e, por fim, o correto encaminhamento dos resíduos.

Com o instituto, é possível obter a certificação Lixo Zero. A Inspira Verde é a primeira loja com zero desperdício do Centro-Oeste. A engenheira ambiental e idealizadora, Gabriella Guimarães, abriu o espaço após ministrar cursos de compostagens e a vender composteiras em feiras e eventos colaborativos.

 

AL-Invest Verde

Após executar o AL-Invest 5.0 no Brasil, a CACB participa da nova chamada de projetos da União Europeia: o AL-Invest Verde. Com a iniciativa, a Comissão Europeia aposta no crescimento sustentável e na criação de empregos, apoiando as micro e pequenas empresas latino-americanas na transição para uma economia circular, eficiente em termos de recursos e com baixa emissão de carbono.

A nova edição do AL-Invest, bem como as ações desenvolvidas no âmbito do Sistema CACB, vão ao encontro da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) e dos 193 países, incluindo o Brasil, que se comprometeram com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para dar destaque aos esforços de diversas instituições na promoção da Agenda 2030, que compreende 169 metas a serem atingidas até 2030, o programa Empreender lança uma série de reportagens para mapear as ações desenvolvidas no Brasil no rumo da economia “verde”. O conteúdo é direcionado para identificar exemplos sustentáveis brasileiros nos âmbitos local e nacional, na iniciativa pública e privada, que se relacionem às diretrizes do AL-Invest Verde e aos ODS da ONU.

Leia mais:

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O Empreender é um programa da CACB, em parceria com o SEBRAE, que visa o fortalecimento da micro e pequena empresa ao reunir empresários de um mesmo município nos chamados núcleos setoriais. Neles, os empresários discutem seus problemas e buscam soluções conjuntas com apoio de um profissional vinculado à entidade empresarial.