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Economia e rapidez: como uma mudança de rota defendida por Brasil e Portugal pode beneficiar o mundo

Leio o artigo do presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro-Oeste (CCBP-CO), Fernando Brites

12 de fevereiro de 2020 - 08:00

Fernando Brites, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro-Oeste (CCBP-CO), esteve na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), com empresários líderes das 27 federações, para defender uma rota alternativa para a exportação de commodities brasileiras para a Europa e o norte da África, que propõe o uso dos portos do Arco Norte (Brasil) e do Porto de Sines (Portugal). Saiba mais no artigo abaixo:

 

Economia e rapidez: como uma mudança de rota defendida por Brasil e Portugal pode beneficiar o mundo

Atualmente, grande parte das commodities das regiões Centro-oeste e Norte do Brasil é levada para os portos do Sul e Sudeste, percorrendo até 2.000 quilômetros antes de ser embarcada para os portos do norte da Europa, Roterdã (Holanda), Antuérpia (Bélgica) e Hamburgo (Alemanha), que despacham para o resto da Europa.

A Câmara de Comércio Brasil-Portugal Centro-Oeste (CCBP-CO) defende que o transporte seja feito por meio de hidrovias integradas com rodovias até os portos do Arco Norte, rota brasileira, para serem embarcadas para Sines, no sul de Portugal.

A CCBP-CO defende que o transporte seja feito pelo Arco Norte, rota que conecta os pontos Itacoatiara (Amazonas), Santarém e Barcarena (Pará) e Itaqui (Maranhão), com trechos de hidrovias e rodovias. O percurso seria reduzido para 800 km.

O Arco Norte é uma quebra de paradigma no transporte da produção do centro-oeste e do norte do Brasil. Escoa, de forma rápida, eficiente e competitiva, diversos produtos para vários continentes.

Bem localizado, o Arco Norte possui menor custo e seu uso diminui a pressão dos portos do Sul e Sudeste, com capacidade portuária para 40 milhões de toneladas. Além disso, a nova rota acaba com a falta de logística no transporte, que onera em até um terço o valor final de comercialização da soja, por exemplo. Há também um ganho ambiental: as hidrovias, comparadas com as rodovias, possuem um custo socioambiental 14 vezes menor.

O Porto de Sines, por sua vez, tem potencial para se tornar um “hub” dos produtos brasileiros destinados à Europa e ao norte da África. Possui excelente estrutura portuária, equipamentos de última geração. Sua posição estratégica, no sul de Portugal, permite acesso direto ao Atlântico e ao Mediterrâneo.

Singapura é um dos exemplos práticos. Em 2012, o país arrendou um terminal no Porto de Sines para escoar cargas destinadas à Europa.

A descoberta de que Portugal é a melhor porta de entrada para produtos brasileiros para a Europa, norte da África e Ásia, motivou a CCBP-CO a mudar a realidade da exportação brasileira.

Atualmente, a Câmara negocia com o governo de Portugal o arrendamento de um terminal do Porto de Sines para iniciar a entrada de commodities brasileiras na Europa.

Redução do tempo de viagem, economia dos custos de viagem, ganho ambiental são as vantagens da rota proposta pela CCBP-CO.

Além disso, a região Centro-oeste é responsável por 42,6% da produção agrícola do Brasil. A ideia da CCBP-CO é disponibilizar um espaço na Granja do Torto (Brasília), adequado para exposição e comercialização, para que os produtores locais recebam, sem intermediários, compradores nacionais e internacionais interessados na produção do norte e do centro-oeste. O formato não exige grandes investimentos, apenas pequenas adaptações.

Competitividade não é só ganho para o mercado e a economia, mas para o desenvolvimento – dos negócios, dos homens de negócios e de toda a sociedade.

 

Fernando Brites.

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