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Desafios empresariais e papel de consultores de núcleos setoriais são temas de live do programa Empreender em SC

O coordenador executivo da CACB, Carlos Rezende, e o diretor técnico do Sebrae/SC, Luciano Pinheiro, foram os convidados para guiar o debate, promovido pela Facisc

16 de abril de 2020 às 18:00

Em 15/4, às 11h, a Facisc e o programa Empreender envolveram consultores e moderadores de núcleos setoriais de Santa Catarina em um evento remoto, transmitido na página da entidade, com o tema “Empreender e o Pós-Corona: os desafios empresariais e as novas competências para os consultores”.

No panorama geral, foram discutidos desafios com folhas de pagamento, empregados, informações atravessadas que não chegam ao empresário da ponta, relacionadas à busca de crédito e empréstimos, entre outros problemas que permeiam a realidade do empresário brasileiro em tempos de Coronavírus.

A análise foi feita pelo coordenador executivo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Carlos Rezende, e pelo diretor técnico do Sebrae/SC, Luciano Pinheiro, e mediada pelo supervisor estadual da metodologia Empreender em Santa Catarina, Nilmar Paul.

Nas palavras do presidente do Sebrae/SC, Luciano Pinheiro, o primeiro passo, diante da crise, é vencer os desafios de manter o caixa e os empregos. Em seguida, as empresas passarão por um processo de reinvenção: “Muitos setores mudarão, seja por inserção maciça de protocolos de segurança, seja pela falta de crédito (bancos, fornecedores)”, adianta. “Os novos desafios valorizaram ainda mais a participação do empresário nos núcleos setoriais e nas Associações Comerciais, no sentido de trocar ideias, acessar informações ou mesmo ter apoio na reconstrução dos negócios”, conclui.

CACB

Em relação ao enfrentamento da crise, Rezende destacou o trabalho da CACB e das demais entidades que integram a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), organização que recebe importante apoio da Frente Parlamentar de Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS), presidida pelo Deputado Efraim Filho.

O empenho da Unecs e da FCS, realizado em prol dos empresários e junto a eles, resultou na flexibilização da legislação do teletrabalho (home office), que dispensa a celebração de termo aditivo exigido
pelo art. 75-C da CLT para o estabelecimento do regime de trabalho remoto; na prorrogação da cobrança do tributo federal INSS para Microempreendedores Individuais (MEI) pelo período de 6 meses (Resolução 154 de 3 de abril de 2020); e na permissão de acordo individual para paralisação parcial do trabalho, que garante 50% da remuneração ao empregado com parte dos recursos provenientes do Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT)*;

*Essa proposta aguarda a votação da emenda nº 208 à MP 297, de autoria do Dep. Efraim Filho.

Programa Empreender

O coordenador falou também sobre a suspensão temporária das atividades presenciais do programa Empreender. A paralisação está associada aos decretos governamentais em todo o país, que inviabilizam a realização de reuniões, capacitações, missões, entre outras atividades que fazem parte do projeto.

Sobre o acompanhamento dos consultores junto aos núcleos setoriais, Rezende afirma: “Nesse momento, os consultores têm o importante desafio de auxiliar os empresários a buscar alternativas para superação da crise, assim como manter a motivação para permanecerem nos núcleos setoriais e vinculados às entidades”.

Para uma das telespectadoras do evento, a gestora do Conselho Nacional da Mulher Empresária (CNME) e diretora financeira e de projetos e sustentabilidade do Conselho da Mulher Empresária do Distrito Federal (CMEDF), que também é analista de projetos do programa Empreender na CACB, Patrícia Rêgo, as entidades empresariais são responsáveis por garantir que informações, como por exemplo Medidas Provisórias referentes à atividade empresarial, cheguem de maneira clara aos empresários da ponta: “É importante termos calma neste momento para não tomarmos decisões precipitadas. Nessa fase de incertezas causadas pela crise, fazer projeções macroeconômicas com um nível razoável de confiança tornou-se tarefa muito difícil”.

Quanto à relação consultor/empresário, Patrícia destaca o estreitamento da parceria por meio da empatia: “A maioria dos empresários está desmotivada, insegura e ansiosa. Desenvolver uma abordagem empática talvez seja o esforço mais significativo que o consultor poderá fazer neste momento. É necessário esse direcionamento por parte da CACB e do Sebrae para apoiar o trabalho dos consultores do Empreender, cujo papel é ajudar o empresário”.

A CACB executa o programa Empreender, em parceria com o Sebrae, há mais de 20 anos no Brasil. A iniciativa visa ao fortalecimento da micro e pequena empresa ao reunir empresários de um mesmo município nos chamados núcleos setoriais. Neles, os empresários discutem seus problemas e buscam soluções conjuntas com apoio de um profissional vinculado à entidade empresarial. A Facisc é responsável pela execução do programa Empreender no estado de Santa Catarina.

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