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IPCA

Economistas melhoram projeções para inflação em 2016 e 2017

No Relatório de Mercado Focus o IPCA - índice oficial de inflação - estimado para este ano passou de 7,34% para 7,25%, já o índice para o ano que vem foi de 5,12% para 5,07%

26 de setembro de 2016 às 10:36
Meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 4,5%, com tolerância de até 2 pontos porcentuais - Foto: ANDRE DUSEK|ESTADÃO

Meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 4,5%, com tolerância de até 2 pontos porcentuais – Foto: ANDRE DUSEK|ESTADÃO

BRASÍLIA – Após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de setembro, na última quinta-feira, 22, o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 26, traz mudanças relevantes para as projeções de inflação em 2016 e 2017. O IPCA – índice oficial de inflação – estimado para este ano passou de 7,34% para 7,25%. Há um mês, estava em 7,34%. Já o índice para o ano que vem foi de 5,12% para 5,07%. Há quatro semanas, apontava 5,14%.
Na quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 – considerado uma espécie de prévia para o IPCA – relativo a setembro foi de 0,23%, o que representou uma desaceleração ante o 0,45% de agosto. Foi a menor taxa para meses de setembro desde 2009. No acumulado do ano, o IPCA-15 está em 5,90% e, nos 12 meses encerrados em setembro, em 8,78%.
Para este ano, a meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 4,5%, com tolerância de até 2 pontos porcentuais. Para 2017, a meta também é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto porcentual. Amanhã, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o BC vai atualizar suas projeções para a inflação em 2016 e 2017.
No relatório Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas das projeções para este ano passaram de 7,50% para 7,30%, também indicando um cenário mais favorável para a inflação. Para 2017, permaneceram em 5,50%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,45% e 5,25%.
O relatório mostrou mudanças nas projeções para os preços administrados em 2016 e 2017. A mediana das previsões do mercado financeiro para este indicador este ano passou de elevação de 6,30% para alta de 6,20%. Para o próximo ano, a mediana foi de alta de 5,40% para avanço de 5,45%. Há um mês, o mercado projetava aumento de 6,20% para os preços administrados em 2016 e elevação de 5,30% em 2017.

O BC contava com forte desinflação desse segmento para levar o IPCA para o intervalo de 4,5% a 6,5% em 2016 – uma perspectiva que está distante, pelos dados do Focus. Atualmente, a instituição projeta variação de 6,3% para os preços administrados em 2016 e de 5,8% para 2017.
Selic. À espera do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), a ser divulgado amanhã pelo Banco Central, os economistas mantiveram suas previsões para a taxa básica de juros neste e no próximo ano. A expectativa para a Selic no fim de 2016 seguiu em 13,75% ao ano. Já a taxa básica para o fim de 2017 permaneceu em 11,00% ao ano. Há um mês, as projeções eram de 13,75% e 11,25%, respectivamente.

Na última ata do Copom, o colegiado condicionou o corte de juros no Brasil a três fatores que “permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação”: a limitação do choque dos preços dos alimentos, a desinflação de itens do IPCA em velocidade adequada e a redução das incertezas sobre o ajuste fiscal.
Câmbio. O documento divulgado pelo Banco Central indicou que a cotação da moeda estará em R$ 3,29 no encerramento de 2016, abaixo dos R$ 3,30 da projeção da semana anterior. Um mês atrás, também estava em R$ 3,29. O câmbio médio de 2016 permaneceu em R$ 3,45 – um mês antes, estava em R$ 3,43.
Para o fim de 2017, a mediana para o câmbio seguiu em R$ 3,45 de uma divulgação para a outra – mesmo valor de quatro semanas atrás. Já o câmbio médio de 2017 passou de R$ 3,39 para R$ 3,37 – estava em R$ 3,38 um mês atrás.

Fonte: Estadão

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