Imprensa
COTAÇÃO

Crise política enxerta ‘gordura’ no dólar, dizem economistas

7 de março de 2016 às 15:46
A queda do dólar mostrou que a atual cotação da divisa também indica o momento político do país - Marcos Santos/USP Imagens

A queda do dólar mostrou que a atual cotação da divisa também indica o momento político do país – Marcos Santos/USP Imagens

A queda acentuada do dólar na semana passada evidenciou que boa parte da atual cotação da moeda se deve à turbulência política, que amplifica as incertezas e incentiva a compra defensiva de divisa estrangeira.

Para economistas ouvidos pela Folha, a cotação do dólar, descontada a crise política, poderia valer hoje entre R$ 3 e R$ 3,50.

Uma evidência disso foi o declínio da cotação observado na semana passada.

As notícias de que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula poderiam ter agido para brecar a Lava Jato alimentaram especulações de que a presidente pode perder o cargo –o que é visto como um sinal de fim da crise para boa parte do mercado.

As operações de venda de dólar foram acionadas e a moeda norte-americana recuou, apenas na quinta e na sexta-feira, mais de 4%, para os atuais R$ 3,73.

Segundo o ex-presidente do Banco Central e diretor do Centro de Estudos Internacionais da FGV, Carlos Langoni, se dependesse só dos dados mais recentes do setor externo brasileiro, o dólar deveria estar bem mais baixo.

Ele enumera as reservas internacionais, ao redor de US$ 372 bilhões, e um deficit em operações no exterior em franco encolhimento –reduziu-se do equivalente a 4,4% do PIB em janeiro de 2015 para 2,9% no início deste ano.

“Olhando as contas externas, a taxa de câmbio não é R$ 4, está mais para R$ 3, R$ 3,50. O resto é puro ruído político”, afirma.

É verdade que o dólar também está recebendo uma mãozinha do exterior em sua recente trajetória de baixa.

As commodities, como o minério de ferro, voltaram a subir e o CDS (seguro contra calote) do Brasil, com vencimento em cinco anos, recuou 8% neste mês, apesar dos rebaixamentos pelas agências de classificação de risco.

Economistas têm apontado uma forte correlação entre o comportamento deste índice e o dólar no Brasil.

POR QUANTO TEMPO?

Quanto tempo vai durar a onda de baixa? Segundo analistas, é difícil prever, dada a incerteza sobre o desenrolar da crise política.

“Pode acontecer de o dólar voltar a R$ 4 quando o mercado perceber que a saída de Dilma ainda não é algo que está pactuado ou que sua saída não signifique necessariamente melhora do ambiente político”, afirma André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual.

Ele observou que as taxas de juros de longo prazo do Brasil despencaram na última semana, na esteira da leitura otimista, na visão do mercado, sobre o recente inferno da presidente.

“O mercado está colocando no preço não apenas a saída de Dilma mas também a impossibilidade de Lula ser candidato em 2018.

Para o professor da PUC-Rio e sócio da gestora Opus Investimentos, José Márcio Camargo, existe o risco de que, encurralada, a presidente Dilma opte por medidas que podem ser negativas para a economia brasileira, seguindo propostas feitas pelo PT –como a redução forçada da taxa de juros, apesar da alta inflação, e o aumento dos gastos do governo.

“Quanto maior a probabilidade de Dilma cair, maior será a probabilidade de o governo entrar nesse caminho.”

Esse cenário poderia provocar uma nova escalada do dólar, dos juros e uma queda da Bolsa. “Se houver o processo de impeachment e se ele não for rápido, haverá incertezas que podem fazer o dólar subir até ficar claro que Dilma sairá”, diz Camargo.

Fonte: Folha de S. Paulo

Últimas Notícias

CACB é destaque na CNN em debate sobre o fim da escala 6×1 CACB é destaque na CNN em debate sobre o fim da escala 6×1
NA MÍDIA 21 de agosto de 2026 às 17:27

CACB é destaque na CNN em debate sobre o fim da escala 6×1

Reforma Tributária exige preparação imediata de entidades sem fins lucrativos, diz CACB Reforma Tributária exige preparação imediata de entidades sem fins lucrativos, diz CACB
ORIENTAÇÃO 20 de agosto de 2026 às 16:10

Reforma Tributária exige preparação imediata de entidades sem fins lucrativos, diz CACB

Lideranças do associativismo participam de encontro com presidenciáveis Lideranças do associativismo participam de encontro com presidenciáveis
ELEIÇÕES 2026 19 de agosto de 2026 às 17:20

Lideranças do associativismo participam de encontro com presidenciáveis

CACB é destaque em reportagem da Rede Amazônica sobre split payment CACB é destaque em reportagem da Rede Amazônica sobre split payment
NA MÍDIA 19 de agosto de 2026 às 11:51

CACB é destaque em reportagem da Rede Amazônica sobre split payment

Aos presidenciáveis, CACB apresenta reivindicações do associativismo; veja fotos Aos presidenciáveis, CACB apresenta reivindicações do associativismo; veja fotos
ELEIÇÕES 2026 18 de agosto de 2026 às 17:28

Aos presidenciáveis, CACB apresenta reivindicações do associativismo; veja fotos

CACB participa de realização de debate com presidenciáveis CACB participa de realização de debate com presidenciáveis
AVISO DE PAUTA/ELEIÇÕES 17 de agosto de 2026 às 11:48

CACB participa de realização de debate com presidenciáveis

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel