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Brasil precisa aproveitar intenção dos estrangeiros de entrar no País, diz especialista na ACSP

27 de outubro de 2016 - 19:18

O momento de baixa produtividade de países desenvolvidos é uma oportunidade para as nações emergentes, que conseguem oferecer maior rentabilidade aos investidores. Esse foi um dos pontos destacados pelos especialistas em finanças e investimento que participaram hoje do último dia do Fórum Empreendedor FE4, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O evento reuniu, ao longo de duas semanas, grandes nomes do mundo empresarial para debater soluções para a crise brasileira.

Para Marco de Callis, estrategista de investimento do Votorantim Private Bank, se os empresários brasileiros têm negócios saudáveis e bem estruturados, esse pode ser um bom momento para vendê-los, aproveitando justamente essa potencial intenção dos estrangeiros de entrar no Brasil. “Essa é a boa notícia dos últimos meses. O mundo desenvolvido está com poucas oportunidades de investimento com taxas que remunerem acima da inflação”, declarou. Ter os números da empresa bem elaborados e de forma confiável também foi uma prática enaltecida por Callis.

Ainda no entendimento do estrategista, essa é a hora de sair do CDI. Ele recomenda que as pequenas e médias companhias invistam seu dinheiro em debêntures de infraestrutura e instrumentos ligados a risco corporativo.

Fugir do marasmo

Mauro Massao, sócio-diretor da consultoria BDO, destacou que, para vencer a crise, é preciso “pensar para frente”. Ele expôs alguns números da economia, com foco nos nove trimestres seguidos de queda no PIB brasileiro. De acordo com Massao, os empresários têm de aproveitar esse momento para rever aspectos de seus negócios e fugirem do marasmo. “Se você pegar uma crise onde você não se mexe, a chance de você ficar cada vez mais nesse ciclo negativo é muito grande”.

O consultor sugeriu que as empresas acompanhem e analisem o mercado, tendo em mãos números atualizados do setor. Para isso, disse ele, é interessante que os empreendedores contem com a ajuda das entidades e associações empresariais das quais fazem parte.

Além disso, é necessário monitorar constantemente a rentabilidade do negócio e projetar cenários otimistas e pessimistas para que a companhia não seja pega de surpresa. Manter um mix de produtos lucrativo e enxuto e apostar em promoções são outras dicas de Massao.

Olhar para o mundo

Terceiro especialista a participar do encerramento do FE4, Álvaro Sedlacek, diretor da Desenvolve SP, apresentou linhas de crédito que a agência de fomento disponibiliza às empresas paulistas. Em alguns casos, os empréstimos são reajustados apenas pela inflação, com carência de até dois anos e pagamento em até dez. “Se investir agora, a hora que o mercado estiver num patamar razoável, você vai estar à frente dos concorrentes”, explicou Sedlacek, complementando logo em seguida: “Tem que enxergar antes, trabalhar antes, porque quando o concorrente quiser acompanhar, ele estará dois anos atrasado”.

A Desenvolve SP concede empréstimos para pequenas e médias empresas, de todos os segmentos, que vão até R$ 30 milhões. Desde o surgimento já foram feitas 3.235 operações, que totalizaram R$ 2,28 bilhões. As linhas de crédito mais vantajosas são destinadas às empresas de inovação, pois, segundo Sedlacek, “quem inova está olhando para o mundo”.

Assessoria de Imprensa ACSP

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