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Bolsonaro diz em Davos que vai abrir economia e situar país entre os 50 melhores para negócios

Presidente discursou por cerca de seis minutos no Fórum Econômico Mundial. Ele disse ainda que vai trabalhar pelas reformas 'que o país precisa' e pela redução da carga tributária

23 de janeiro de 2019 - 10:15

O presidente Jair Bolsonaro, no Fórum Econômico Mundial em Davos. Foto: Fabrice Coffrini / AFP

O presidente Jair Bolsonaro, em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, disse que vai abrir a economia brasileira para o mundo e colocar o país entre os 50 melhores para se fazer negócio.

No discurso de seis minutos, Bolsonaro afirmou que:

  • o governo investirá “pesado” em segurança para que estrangeiros visitem mais o Brasil
  • pretende “avançar” na compatibilização de preservação ambiental e desenvolvimento econômico
  • diminuirá a carga tributária para “facilitar a vida” de quem produz
  • trabalhará pela estabilidade macroeconômica
  • respeitará contratos
  • promoverá privatizações
  • buscará o equilíbrio das contas públicas
  • colocará o Brasil no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios
  • fará a “defesa ativa” da reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC)
  • defenderá a família e os “verdadeiros” direitos humanos
  • protegerá o direito à vida e à propriedade privada
  • promoverá uma educação voltada aos desafios da “quarta revolução industrial”

O presidente ressaltou em diversos momentos que pretende intensificar as relações comerciais do Brasil e atrair investidores para o país.

“O Brasil ainda é uma economia relativamente fechada ao comércio internacional, e mudar essa condição é um dos maiores compromissos deste governo”, disse o presidente. “Vamos resgatar nossos valores e abrir nossa economia”, completou.

Segundo ele, o prazo para incluir o país no ranking dos 50 melhores para se fazer negócio é o final do mandato. Em uma lista divulgada pelo Banco Mundial em outubro de 2018, o país estava na 109ª posição.

“Tenham certeza de que, até o final do meu mandato, nossa equipe econômica, liderada pelo ministro Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios”, disse o presidente.

Bolsonaro afirmou ainda que vai se empenhar para aprovar as reformas “de que precisamos e que o mundo espera de nós”.

No discurso, ele não mencionou nenhuma reforma especificamente. Depois, numa sessão de perguntas e respostas com o presidente-executivo do Fórum, Klaus Schwab, o presidente citou a reforma da Previdência e a tributária.

Em linhas gerais, Bolsonaro ainda expôs quais são as metas que o governo vai buscar na economia. Ele destacou a diminuição da carga tributária e uma simplicação das normas para estimular o setor produtivo. O presidente também disse que o governo vai realizar privatizações e agir para equilibrar as contas públicas.

“Vamos diminuir a carga tributária, simplificar as normas, facilitando a vida de quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos. Trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas”, disse o presidente no discurso.

Fonte: G1

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