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Banco Central eleva para 4,6% a previsão de crescimento do PIB em 2021

Projeção ainda está abaixo da expectativa do mercado financeiro, que já vê alta de 5% na atividade econômica este ano

24 de junho de 2021 - 11:50

Foto: Reprodução

O Banco Central ampliou de 3,6% para 4,6% sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2021, de acordo com o relatório de inflação do segundo trimestre, divulgado nesta quinta-feira, 24.

Mesmo assim, a previsão do BC está abaixo da expectativa do mercado financeiro da última semana, que prevê uma alta de 5% para o nível de atividade neste ano. Em maio, o Ministério da Economia estimou uma expansão de 3,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de covid-19, que derrubou o PIB em 2020. Entretanto, a economia tem mostrado forte reação nos últimos meses, com a recuperação da atividade mundial e a alta dos preços das commodities (produtos básicos, como alimentos, minério de ferro e petróleo).

Segundo o Banco Central, o aumento na previsão para o PIB deste ano reflete, principalmente, o resultado melhor do que o esperado no primeiro trimestre, quando foi registrada uma alta de 1,2%, apesar da piora da crise sanitária. O BC diz esperar resultado próximo à estabilidade para o nível de atividade no segundo trimestre e “crescimento ao longo da segunda metade do ano”.

“Adicionalmente, recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos, medidas de preservação do emprego e da renda, prognóstico de avanço da campanha de vacinação, elevados preços de ‘commodities’ e efeitos defasados do estímulo monetário [cortes de juros do ano passado] indicam perspectivas favoráveis para a economia”, acrescentou a instituição.

A instituição informou, ainda, que apesar da redução significativa dos riscos para a recuperação econômica, ainda há “bastante incerteza sobre o ritmo” de crescimento.

“Entre os fatores que podem diminuir a taxa de expansão destaca-se o risco de surgimento ou disseminação de novas variantes de preocupação do SARS-CoV-2. Dificuldade para obtenção de insumos e custos elevados em algumas cadeias produtivas e eventuais implicações da crise hídrica na bacia hidrográfica do Paraná para a geração de energia elétrica são fatores adicionais que podem atenuar o ritmo de recuperação da atividade”, avaliou o Banco Central.

Fonte: Estadão

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