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Banco central do Japão surpreende mercado e adota taxa de juros negativa

29 de janeiro de 2016 - 13:54
Presidente do banco central japonês, Haruhiko Kuroda, durante anúncio do corte da taxa de juros - Toshifumi Kitamura/AFP

Presidente do banco central japonês, Haruhiko Kuroda, durante anúncio do corte da taxa de juros – Toshifumi Kitamura/AFP

O banco central do Japão cortou inesperadamente a taxa de juros para território negativo nesta sexta-feira (29), surpreendendo os investidores com outra medida audaciosa para reanimar a economia num cenário em que os mercados voláteis e a desaceleração do crescimento global ameaçam seus esforços para superar a deflação.

As ações asiáticas saltaram, o iene caiu e os títulos soberanos avançaram depois que o Banco do Japão disse que vai cobrar por uma porção das reservas que os bancos deixarem na instituição, uma política agressiva que teve como pioneiro o BCE (Banco Central Europeu).

“O importante é mostrar às pessoas que o banco central está comprometido em alcançar inflação de 2% e que vai fazer o que for preciso para alcançar isso”, disse o presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, em entrevista após a decisão.

Ao adotar taxa de juros negativa, o Japão está lançando mão de uma nova arma em sua longa batalha contra a deflação, que desde a década de 1990 desencoraja os consumidores a fazerem grandes compras porque esperam que os preços caiam mais. A deflação é considerada a raiz de duas décadas de mal-estar econômico. Antes, o país mantinha a taxa de juros próxima a zero.

Kuroda disse que a terceira maior economia do mundo está se recuperando de forma moderada e que a tendência de preços está subindo de modo firme.

“Mas existe o risco de que as recentes quedas nos preços do petróleo, incertezas sobre as economias emergentes, incluindo a China, e instabilidade nos mercados globais possa afetar a confiança empresarial e adiar a erradicação da mentalidade deflacionária do povo”, disse ele.

Em uma decisão por 5 votos a 4, o Banco do Japão decidiu cobrar juros de 0,1% em depósitos de conta corrente selecionados que instituições financeiras mantiverem na instituição.

O banco central também disse em comunicado ao anunciar a decisão que cortará ainda mais a taxa de juros em território negativo se necessário.

Na última quinta-feira (27), o ministro da Economia Akira Amari renunciou ao cargo por causa de acusações de corrupção.

A renúncia representa uma derrota para o governo do premiê Shinzo Abe, que busca aquecer a economia e tirar o país da deflação.

Amari se viu envolvido em um escândalo de corrupção depois de a revista “Shukan Bunshun” informar que o ministro e seus assessores receberam suborno de ao menos 12 milhões de ienes (R$ 415 mil), em dinheiro e presentes, de uma empresa de construção cujo nome não foi revelado.

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