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George Pinheiro Presidente CACB

Sinais (pequenos ainda) de recuperação

22 de junho de 2016 - 22:47

O Brasil continua na recessão iniciada no fim de 2014? Claro que continua. No entanto, a pergunta que não quer calar é outra: quando começa a retomada? Bastaria a aposta contrária às decisões erradas de política econômica que começou com a falta de empenho em implantar reformas estruturais, desenvolveu-se com o excesso de intervenção estatal e se completou com o uso intensivo de recursos públicos para fazer a economia andar artificialmente. Mas não é tão fácil assim.

Neste cenário, os novos presidentes da Petrobrás e do BNDES expressaram, em suas posses, que querem corrigir os erros do passado. Isto basta? Ajuda, certamente! No entanto, dados do IBGE já indicam que, de tanto encolher, a economia mostra que este processo parece estar no fim. Porém, o governo interino de Michel Temer precisa fazer mais. Mostrar, por exemplo, mais solidez nas ações que vão resultar nas reformas essenciais como a tributária, a previdenciária e a trabalhista.

Até então sabemos apenas que os dados concretos indicam que estamos no segundo ano de recessão, que a retração acumulada do PIB foi de 7,1% desde o início de 2014. Há 11,4 milhões de pessoas desempregadas, um número 42% maior em relação ao mesmo período do ano passado. O volume produzido pela indústria recuou ao patamar de 2003, e o rendimento real médio dos trabalhadores diminui há um ano.

Contudo, começam a surgir no horizonte indicadores que o pior já passou. O IBGE divulgou, na primeira semana de junho, os números do PIB do primeiro trimestre de 2016. A queda em relação ao mesmo trimestre de 2015 foi de 5,4%. Já o resultado comparado ao trimestre anterior (os últimos três meses de 2015) mostrou um recuo de 0,3%, um dado negativo, é verdade, mas menos dramático do que se imaginava.

Os economistas dizem que o atual trimestre continuará ruim. O desemprego, o lado mais perverso da crise, ainda será péssimo porque existem mais pessoas à procura de trabalho. No comércio, por exemplo, o número de lojas fechadas poderá chegar a 200 mil.

Mas os analistas apostam que já se aproxima o fim da fase de ajustes pelas empresas. Ainda mais se caso os estoques continuarem a cair e a demanda da produção industrial voltar a crescer ainda neste ano. O câmbio favorece as exportações e a procura interna parece estar se estabilizando.

Há uma boa chance de os índices de confiança melhorarem. Vamos torcer por isso! Especialmente quando se sabe que a política terá um papel decisivo de acelerar ou atrasar o processo de recuperação.

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