1. Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

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George Pinheiro Presidente CACB

Os caminhos da retomada

20 de junho de 2016 - 22:45

Mesmo em conjunturas adversas como a atual, em que ainda não temos clareza quanto ao futuro da economia de nosso país, o programa Empreender, desenvolvido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB), em parceria com o Sebrae, tem se constituído em uma ferramenta de extrema importância para as MPEs.

Em 2015, por exemplo, apesar de uma retração do PIB nacional de 3,8% em relação ao ano anterior – a maior da série histórica atual do Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE), iniciada em 1996 –, houve uma redução de 10% no número de núcleos setoriais, mas a mensagem do Empreender chegou a 12 estados, 296 municípios e 1.039 núcleos setoriais.

Trata-se, sem dúvida, de números expressivos que esperamos pelo menos repetir em 2016, dada a credibilidade da metodologia utilizada, que até mesmo no exterior está sendo disseminada. Ou seja, agrupar empresários
de um mesmo segmento, discutir melhorias para as empresas junto com o moderador qualifi cado, também denominado de consultor, estabelecer um plano, executar as ações, acompanhar os resultados, e, se necessário, reajustar os planos de trabalho.

São programas como esse que criam a base de um empreendedorismo forte que, por sua vez, prenuncia um novo ciclo de desenvolvimento para a nossa economia. Por tudo isso, é motivo de orgulho para nossa entidade
o início do Empreender 2016, conforme matéria de capa desta edição de Empresa Brasil.

Outra matéria de relevância desta edição é sobre as soluções apontadas pelo setor produtivo para a retomada da economia. Para nós, da CACB, não existem outros caminhos a não ser reduzir as despesas e aumentar a eficiência do dinheiro gasto. É preciso também criar um ambiente mais favorável para os negócios. O fato é que existe uma parcela signifi cativa de empresas competitivas no Brasil. Entretanto, esta competitividade se esvazia no cenário burocrático e de alta carga tributária existente no país, sem falar do arcaico sistema trabalhista em vigor.

O mundo mudou, não somos mais o país de 1940. É preciso flexibilizar os horários de trabalho. Mas, em vez de avançarmos com leis que permitam a criação de mais empregos, há uma corrente contrária com a intenção de proibir até mesmo a abertura de lojas aos domingos.

Tratada como tabu tanto pelo governo como pela oposição, a reforma trabalhista ainda é um sonho distantedo empresariado nacional. Mesmo com o eventual avanço do projeto de lei que irá regulamentar a terceirização no país, a perspectiva de retomada desse tema por parte do Congresso Nacional parece cada vez mais distante.

É preciso que nossos mandatários despertem para uma questão incontestável: a atual insegurança jurídica, provocada pela legislação trabalhista, se não é o principal, é um dos fatores diretamente responsáveis que desestimula a criação de empregos e gera a perda de competitividade.

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