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George Pinheiro Presidente CACB

O risco do Coronavírus às empresas brasileiras

13 de março de 2020 - 11:38

O mundo inteiro está, hoje, em um momento de muita cautela e preocupação. O Covid-19, conhecido como Coronavírus, tem posto em alerta as autoridades de todos os países e, agora, do Brasil, que já tem 77 casos confirmados da doença e outros quase 1500 suspeitos.

Aqui no Brasil, medidas precisam ser tomadas imediatamente para que a circulação do vírus seja freada e não nos coloquemos em um cenário como o da Itália, que já ultrapassou o número de mil mortes causadas pelo Covid-19. Entendemos a importância de medidas governamentais para este momento, mas também olhamos com cuidado para um outro cenário.

Estamos ainda iniciando o ano de 2020, e vindo de um 2019 de um importante crescimento nas vendas do varejo e de políticas que têm nos dado sinais muito positivos de que o ambiente de negócios e a economia brasileira estão voltando a ser bem vistos dentro e fora do país, atraindo investimentos e abrindo portas para diversos mercados.

Diante disto, desperta em nós, representantes dos setores de comércio e serviços, uma preocupação com relação ao impacto que o Coronavírus poderá causar nos negócios brasileiros. Os setores integrantes da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), respondem, em conjunto, por um faturamento de R$ 1 trilhão, a geração de 9,91 milhões de empregos diretos, 83,7% das vendas da indústria de alimentos e bebidas, 65% das operações de cartões e 100% da venda do food service brasileiro. Representamos a mais de um milhão de pontos de venda, 137 mil lojas de shoppings, quase 90 mil supermercados, 148 mil lojas de materiais de construção e outros milhões de empresas e empresários em todo o País.

Portanto, além das providências que o governo tem sim de tomar para frear o vírus, acreditamos que medidas econômicas de apoio às empresas brasileiras também precisam ser pensadas, ou corremos o risco de regredir em tudo o que alcançamos em 2019.

Na Europa, já há um movimento dos governos da França e da Itália, principalmente, para que haja uma resposta forte, massiva e coordenada da Europa para que uma crise econômica se equipare à crise na saúde. Na próxima semana, após uma reunião com líderes da União Europeia, uma série de medidas orçamentárias e fiscais devem ser propostas para que seja mantida a pela atividade econômica do continente.

E é isto que esperamos que também aconteça aqui no Brasil. Precisamos usar da nossa força e de todos os nossos recursos para evitar que tenhamos impactos muito negativos para o comércio brasileiro. Também é necessário que seja dado apoio financeiro às empresas que sejam afetadas e precisem se recuperar tão logo o vírus seja contido, através de programas de crédito e desenvolvimento das instituições brasileiras, como o BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e os bancos regionais de crédito.

Nós continuamos apoiando todas as medidas que o governo tem tomado para fortalecer a economia brasileira e estamos otimistas quanto à aprovação das reformas estruturantes das quais o país ainda precisa. Mas neste momento, precisamos cuidar das empresas, assim como dos cidadãos infectados com o Coronavírus, para continuarmos gerando emprego e riquezas para o Brasil.

George Pinheiro
Presidente da CACB e da Unecs

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