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George Pinheiro Presidente CACB

O efeito multiplicador do Cadastro Positivo

31 de maio de 2019 - 10:11

Enfim, uma boa notícia: o Cadastro Positivo poderá injetar na economia R$ 1,3 trilhão em 10 anos. Em tempos de compasso de espera, não poderia acontecer expectativa melhor. Em 9 de julho, quando entrar em vigor, o Cadastro Positivo Automático, projeto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, vai abastecer o banco de dados com informações de 137 milhões de consumidores, com a criação de uma lista de bons pagadores.

Incluído no Cadastro Positivo, em tese, o consumidor poderá se beneficiar de financiamentos a juros mais baixos e condições de pagamento mais favoráveis. Calcula-se que, os mais beneficiados, representarão 23 milhões de cidadãos alijados do mercado de crédito, apenas por estarem em dia com suas contas de água, luz e telefone. Esses anônimos fazem parte do exército de brasileiros que não têm conta bancária.

A CACB sempre deu as boas-vindas ao Cadastro Positivo, que existe desde 2011, mas que não facilitava a vida dos brasileiros que precisavam se cadastrar. Com a constatação de que apenas 10 milhões se cadastraram, a lógica foi invertida e as informações dos consumidores serão automaticamente incluídas no Cadastro Positivo a partir de julho (quem não quiser, deverá pedir a retirada de seus dados da lista indo a qualquer um dos birôs de crédito).

Os cálculos são animadores: em dez anos, a proporção de crédito em relação ao PIB deverá passar dos atuais 47% para 67%. Com isso, também a inadimplência tende a diminuir, pois as pessoas ficarão menos endividadas por causa dos juros menores (63 milhões de pessoas estão inadimplentes hoje).

Trata-se de mais um passo rumo a um ambiente de negócios melhor, porque 2,5 milhões de micro, pequenos e médios empreendedores poderão requerer crédito para os negócios. Chega-se a estimar que o ingresso de recursos na economia some R$ 180 bilhões, advindos das pequenas e médias empresas.

Com mais gente tendo acesso ao crédito, a concorrência vai baixar o custo do dinheiro. O efeito multiplicador não para por aí. Na Austrália, adotado em 2014, o Cadastro Positivo respondeu pela injeção de 5,3 bilhões de dólares na economia. Na Coréia do Sul, a inadimplência foi reduzida, em seis meses, de 10,5% para 5,5%, e em Hong Kong, o sistema reduziu pela metade o número de falências pessoais em apenas um ano.

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