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George Pinheiro Presidente CACB

O Brasil em nossas mãos

26 de setembro de 2018 - 12:02

A CACB vem defendendo, há cerca de dois anos, que o Brasil precisa de um grande entendimento nacional, uma espécie de acordo, chancelado por toda a sociedade civil e representativa, a partir do reconhecimento do frágil quadro fiscal e a necessidade de superação. Chamamos esse projeto de O Brasil em nossas mãos. Sem isso, estamos condenados a deixar escapar nossas “difíceis” conquistas, nossa democracia e nosso futuro. Pregamos, desde então, um consenso que afasta as ideologias por uma simples razão: qualquer proposta do novo presidente, seja ele de esquerda ou de direita, não vingará sem as reformas que coloquem o Estado nos trilhos.

Somos hoje uma Nação que poderia ser comparada a um trem na iminência do descarrilamento. Sem um forte ajuste nas contas públicas, não temos futuros, e nem é preciso ser economista para saber. Os números falam por si. E números não têm partido ou candidato.

Pois então, vejamos: as contas públicas saíram de um superávit primário de R$ 130 bilhões, em 2002, para um déficit de R$ 159 bilhões, valor estabelecido como limite para este ano. A dívida bruta do setor público chegou a 75% do PIB e continua subindo (há dois anos estava em 70%). As despesas avançam 6% ao ano em termos reais, portanto, bem acima do que cresce a economia. E para pagar funcionários e previdência, consumimos 70% do orçamento.

Temos certeza de que, sem as reformas, não haverá recursos para custear a máquina pública. E o que é mais grave (se é que podemos falar em mais grave ainda…): corremos o risco de o novo presidente abandonar o limite de gastos, destruindo um dos pilares de sustentação da responsabilidade fiscal. E todos sabem que, sem ela, não há crescimento sustentável.

Resumindo: nós, da CACB, estamos alertando e mostrando as ameaças às conquistas da sociedade brasileira caso nada seja produzido na área de controle de gastos públicos.  Por essa razão, apelamos para além das ideologias e das cores partidárias: é vital para a sobrevivência do País a racionalidade da administração pública. Sem isso, ficaremos sem governança estável. Essa é a nossa exigência ao novo presidente.

Esse será o nosso passaporte para um outro patamar.

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