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22 de agosto de 2016 - 12:15

Novos tempos, novos dias

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O esforço do atleta queniano, Eliud Kipchoge que venceu os 42 quilômetros da maratona do Rio 2016, em 2h08m44s, não foi em vão. A prova que encerra os jogos olímpicos é também a que exige mais fôlego, preparo físico e estratégia entre todas as modalidades presentes nas Olimpíadas. Aliás, um bom comparativo para lembrarmos do Brasil de hoje.

Desde a abertura das Olimpíadas até seu encerramento, tudo correu muito bem, apesar do pouco crédito e do pensamento reticente em relação à capacidade do Brasil de entregar o evento que se comprometeu a montar para o mundo.  Os jogos olímpicos mostraram um Brasil que funciona e muito bem. Tanto em modalidades que fomos o ouro, passando pela superação de nossos atletas, heróis fantásticos que lutam praticamente sozinhos e vencem com as cores do País, multiplicando as alegrias.

Nada ocorreu de sério que comprometesse o andamento dos Jogos que nos devolveram um pouco da autoestima e, com certeza, deixaram uma grande reflexão que ainda não está bem decifrada e compreendida: tudo funcionou porque houve planejamento e gestão.

Ironicamente, o que mais nos falta. Precisamos, com toda certeza, agregar estes dois importantes itens (planejamento e gestão), na vida do País. Basta lembrar da festa de abertura e fechamento que custaram bem menos do que as de Londres em 2012, no dia a dia da política, dos governos, das nossas empresas, dos nossos projetos…

Queremos um padrão de comportamento nacional como foram as Olimpíadas para todos os projetos em todas as áreas da vida do País. A virada que tanto torcemos passa, necessariamente, pelos exemplos de excelência conquistada pelo time de vôlei masculino, treinado pelo técnico Bernardinho; pelos golpes firmes de nossa Rafaela Silva, no judô; pela confiança de nosso futebol, especialmente do goleiro acreano Weverton, que foi capaz de impedir que o goleador alemão Petersen marcasse seu pênalti; pela ousadia de nosso Thiago Braz, no atletismo; pela determinação e firmeza de Robson Conceição, no boxe; e pela força e técnica de Isaquias Queiroz na canoagem de velocidade.

São exemplos de projetos com planejamento e gestão que ganharam o pódio junto com as outras seis medalhas de prata e seis de bronze que conquistamos. Isto tudo sem falar no legado que a cidade do Rio de Janeiro vai desfrutar com todo seu encanto. Novos tempos, novos dias…

George Pinheiro, presidente da CACB

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