Brasil - 21 de October de 2017 - 08:24
11 de outubro de 2017 - 10:40

Experimentamos uma sensação de alívio

Salve o Brasil que se destacou no Relatório Global da Competitividade do Fórum Econômico Mundial num aspecto. E que aspecto! No combate à corrupção. Avançamos 11 posições pulando do lugar 120 para o 109. Um salto de pura ética que precisamos aplaudir. Tudo graças à Lava-Jato e  outras investigações anticorrupção.

O estudo considera 114 indicadores em 12 pilares que avaliam fatores sociais, econômicos e políticos para mensurar a produtividade e a prosperidade de 137 países com dados de 2016. Precisamos reconhecer também que, neste mesmo estudo, fomos muito mal na avaliação da nossa estrutura tributária e também na que analisou a eficiência do Estado. Em gastos, o governo ficou na posição 133. As reformas e os ajustes na economia poderão ter impacto positivo no próximo relatório.

Esta pesquisa nos aponta para um caminho que parece ser virtuoso. Temos um Estado forte nas exigências que impõe às empresas e aos cidadãos e fraco no cumprimento de seus deveres. O ataque, nunca antes visto à corrupção e à classe política com o repúdio a conceitos que se mostraram maus para a economia são exemplos de avanços. Temas que iremos discutir, a partir do dia 18 de outubro, no 4º Fórum CACBMil, que será realizado em Foz do Iguaçu, juntamente com o Congresso Empresarial Paranaense, numa promoção conjunta com a FACIAP.

O melhor de tudo é observar que, no Brasil – sim neste País de tantos recuos e avanços -, o fortalecimento da democracia e dos pilares da economia são movidos pela livre-iniciativa.     Vivemos um lento recomeço, o que sugere um olhar mais atento às oportunidades. É o que estamos fazendo. Cautela e observação são as palavras chaves neste momento, pois para voltar a investir sem medo, o setor privado acredita que o governo precisa encontrar uma solução para o gasto público.

Neste cenário, percebemos um certo otimismo em relação ao futuro. Os indicadores melhoram e os empresários precisam fazer a lição de casa para serem mais eficientes e ganharem na produtividade.

Outro ponto importante que precisa ser destacado está na nova consciência da classe empresarial, no que se refere ao seu papel na política. A ideia está em participar da decisões, não terceirizar seus pleitos. Enfim, fazer algo pelo Brasil! E a razão é simples: não será mais legítimo reclamar dos rumos do País no ano que vem.

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