Brasil - 23 de November de 2017 - 18:33
31 de Janeiro de 2017 - 18:25

Começam os primeiros sinais de recuperação

Os indicadores revelados pelo IBGE, Banco Central e FGV, neste final de janeiro, sinalizam um novo ritmo da nossa economia e embutem, no seus números, expectativas favoráveis para o País que ainda não saiu da recessão. Ainda estamos sob a batuta deste “monstro” e já podemos sentir e ver, pelos números, o tamanho dos estragos. Maior desemprego em 2016 (12,3 milhões) e o pior rombo nas contas públicas (R$ 155,7 bi).

Temos também outras considerações. Juros em queda (ainda altos, é verdade, mas com reversão de expectativa) e inflação com tendência de baixa, conforme o IGP-M da FGV de janeiro. Embalado nesta onda, o Brasil parece dar sinais de vida.

Nossa percepção é de que o pior momento da crise já passou e, por incrível que possa ser, é possível citar alguns bons resultados consolidados: a queda de inflação, a estimativa de que a safra de grãos 2016/2017 terá recorde de 215 milhões de toneladas, aumento significativo da produção de petróleo e a geração inédita de 103 milhões de megawats/hora da Hidrelétrica de Itaipu.

É pouco? Claro que não. Não podemos deixar de mencionar que, na sua essência, realmente as coisas mudaram. É perceptível o bom relacionamento do governo com o Congresso Nacional. O governo ouve e propõe, não impõe. Há também harmonia entre poderes.

É verdade que temos o maior índice de desemprego consolidado em 2016 mas percebemos, no entanto, que o governo mantém uma atitude de enfrentamento que permitiu traçar diagnósticos realistas dos problemas do Brasil e que ficou claro que a crise tem origem fiscal, com um descontrole dos gastos públicos que foi ignorado. A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou 2016 em 6,29%. O número ficou abaixo do teto da meta fixada pelo Banco Central (BC), de 6,5%.

Não podemos deixar de mencionar também que houve transparência nas contas públicas e enfrentamento do déficit primário. Tivemos também retrocessos mas continuamos aguardando, com ansiedade, a agenda de reformas para melhorar a produtividade e ganhar competitividade.

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